segunda-feira, abril 11, 2011

Durante escavações, pesquisadores ingleses encontraram crânio humano com massa cefálica preservada

O estudo desenvolvido pela Universidade de York relata que o crânio encontrado pertencia a um homem da Idade do Ferro que tinha entre 26 e 45 anos e provavelmente sua morte se deu por enforcamento, há também indícios de que ele foi decapitado.

O grupo composto por biólogos, arqueólogos, químicos e neurologistas tenta encontrar explicações para a preservação do cérebro neste caso, visto que os tecidos moles são os primeiros a entrar em decomposição por possuir maiores quantidades de gorduras na sua estrutura. A equipe pretende também desvendar os detalhes do sepultamento.

A primeira hipótese levantada afirma que após a morte o corpo foi imediatamente enterrado em solo úmido - tipo de solo carente de oxigênio. A ausência deste elemento químico teria impedido a putrefação do tecido. O cérebro encontrado é mantido agora em um centro de pesquisa com condições controladas, onde os cientistas podem realizar análises mais precisas, pois dispõem do auxilio de exames como a tomografia computadorizada. As amostras examinadas até então não apresentaram marcadores que evidenciem uma preservação intencional, como o embalsamento.

O crânio de 2500 anos apresenta em seus tecidos cerebrais a presença de lipídeos e de proteínas bem especificas; a equipe liderada por Sônia O’Connor trabalha atualmente com a possibilidade de estas substâncias terem desempenhado alguma função atípica que possa ter possibilitado a preservação do cérebro.

Notícia de Jornal Ciência

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