sexta-feira, fevereiro 12, 2010

80% do genoma de Inuk reconstruído



Uma equipa internacional de investigadores, da qual faziam parte Eske willerslev e a portuguesa Paula Campos, sequenciaram 80% do genoma de um homem que viveu há 4 mil anos na Gronelândia. Os investigadores chamaram-no Inuk. Este pertencia à cultura Saqqaq, que actualmente se encontra extinta e pouco se sabe sobre ela.
Este estudo foi possível através de algum cabelo que estava armazenado há mais de 20 anos na cave do Museu de História Natural da Dinamarca, juntamente com alguns restos ósseos. A partir da análise de 350 mil SNP (Single nucleotide Polymorphisms) foi possivel saber que possivelmente teria: uma pele e olhos castanhos, a cera dos seus ouvidos seca, o grupo sanguíneo A+, uma tendência para a calvície.
A comparação do seu genoma com populações actuais mostra que este se encontra mais perto genéticamente de três populações da Sibéria.
O artigo referente a esta descoberta foi publicado na Nature.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Ateliers pedagógicos

Um dos objectivos do Grupo de Estudos em Evolução Humana, passa pela divulgação científica junto do público em idade escolar. Nesse sentido, desde 2005, que o GEEvH tem vindo a desenvolver um conjunto de ateliers* relacionados com a Evolução Humana, em colaboração com Serviços Educativos de diversos museus e Escolas do Ensino Básico e Secundário. Nos últimos anos, estas iniciativas foram desenvolvidas nos distritos de Braga, Coimbra, Viseu, Lisboa e Leiria, abrangendo cerca 1800 alunos.

Nos passados dias 28 e 29 de Janeiro, o atelier "Fósseis: os avós de todos nós", foi apresentado no Museu Dr. Joaquim Manso a alunos dos 7º e 10º anos do Externato Dom Fuas Roupinho da Nazaré.

 
Imagem cedida por Museu Dr. Joaquim Manso (28.01.2010)

Imagem cedida por Museu Dr. Joaquim Manso (29.01.2010)

No dia 9 de Fevereiro, foi a vez dos alunos do 3º ano do Colégio Bissaya Barreto, receberem o atelier "Colher os frutos do passado: a árvore evolutiva humana".

O propósito destas formações, passa por um lado, por desmistificar alguns conceitos que estão erradamente associados à evolução humana e por outro, tornar acessíveis noções que são frequentemente apresentadas de forma complexa. Nesse sentido, nunca abdicando do rigor e da actualização científica, procura-se promover a aquisição de conteúdos, por meio de uma discussão animada e descontraída. No final das sessões, os conhecimentos adquiridos são postos à prova, com jogos pedagógicos.

*Ateliers pedagógicos promovidos pelo GEEvH:
- A Dança dos Esqueletos;
- Riscos e Rabiscos: a arte na pré-história;
- Fósseis: os avós de todos nós;
- A Grande Família;
- O princípio da Macacada;

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Biblioteca Mínima de Antropologia


Com a edição de «Cultura e Cognição», de Luís Quintais, e de «Explicação e Hermenêutica», de Filipe Verde, a Angelus Novus dá início à publicação da Biblioteca Mínima de Antropologia.

domingo, fevereiro 07, 2010

Tendências seculares da estatura e peso em rapazes da Casa Pia e do Colégio Militar no último século

O Dr. Hugo Cardoso e a Drª Madalena Caninas avaliaram a estatura e o peso de rapazes de duas instituições Lisboetas, a Casa Pia e o Colégio Militar, durante o último século. Este estudo permitiu a comparação entre jovens de diferentes estatutos sociais e a avaliação dos efeitos causados pelo meio sócio-económico em que os rapazes cresceram na estatura e no peso.
O artigo foi publicado no Economics and Human Biology.

Notícia on-line: http://www.destakes.com/redir/aa2073950f8ac7758ad82319b06bcb50

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

terça-feira, fevereiro 02, 2010

O darwinista relutante

Dois mil e nove. Duzentos anos depois, 12 de Fevereiro. Cento e cinquenta anos depois, 24 de Novembro. Charles Darwin. Menino rico, esbanjador. Às vezes cientista. Isto foi o início. Depois veio a viagem, o terramoto e as Galápagos; dois livros fulcrais (nenhum deles era a Bíblia). Uma família em crescendo geométrico (a invectivar Malthus?). As doenças, e o estatuto como geólogo. Depois como biólogo, graças às insignificantes cracas. Sabiam que o seu livro mais lido, isto é, enquanto ainda vivia, foi Earthworms e não a Origem? Que lhe morreu a filha mais querida? Que ele via na própria pele - nas suas próprias alergias e dores de estômago - e na dos filhos a acção da selecção natural? Teve amigos: que o defenderam, que eram mais darwinistas que ele. Excepto o velho e crédulo Lyell. Esse morreu e foi para o céu. Um dia, Charles recebeu uma carta de Wallace, o outro que ninguém, ou quase ninguém, conhece, mas que, vindo de baixo (não era rico nem esbanjador: a mostrar que não é o social que influencia definitivamente a produção científica), concatenou ideias e chegou ao mesmo resultado que o Carlitos. Só que este tinha receio, mais por Emma que por si, e foi resguardando as palavras heréticas: pelo menos 20 anos se passaram entre as primeiras letras demoníacas e a carta de Alfred Russel Wallace, que espoletou a célebre conferência da Geological Society. Em que os dois, em jargão críptico, disseram que não, que não havia mão de Deus sobre as criaturas, que era tudo obra do acaso, do tempo e da selecção dos mais aptos. Wallace afastou-se (tornou-se místico, o Efialtès). Darwin continuou, sempre.

Humanos?
Qual a diferença,
a ínfima dobra,
que faz a diferença?
(Luís Quintais, Mais espesso que a água, pág. 101)

III Jornadas de Jóvenes en Investigación Arqueológica

JIA 2010
III Jornadas de Jóvenes en Investigación Arqueológica. UAB, 5-7 de Mayo de 2010
http://jia2010.blogspot.com/

Call for papers até dia 17 de Março!