quarta-feira, dezembro 29, 2010

Investigadores acreditam ter encontrado humano com 400 mil anos em Israel Hipótese polémica levanta muitas dúvidas na comunidade científica

2010-12-28

Num artigo publicado no «American Journal of Physical Anthropology», uma equipa de arqueólogos e antropólogos israelitas defende a hipótese de ter encontrado a mais antiga prova da existência do Homo sapiens (arcaico) - dentes humanos com 400 mil anos. Esta hipótese polémica, que a confirmar-se alteraria as actuais teorias sobre a origem do homem moderno, está já a ser criticada por outros investigadores.

A equipa da Universidade de Telavive faz, desde 2004, escavações na gruta de Qesem, no centro de Israel. Os investigadores afirmam que os dentes agora encontrados são idênticos a outros vestígios de Homo sapiens encontrados no país, nomeadamente os das grutas de Qafzeh, perto da cidade de Nazaré, que têm, aproximadamente, entre 80 mil e 120 mil anos.
A teoria aceite actualmente pela comunidade científica é que o humano moderno apareceu em África há 200 mil anos e daí partiu para “colonizar” outros continentes. Por isso, a afirmação de que os dentes podem ser de um Homo sapiens, provocam muitas dúvidas.

Paul Mellars, especialista em Arqueologia da Universidade de Cambridge, afirmou à Associated Press, citada pela Agência Lusa, que o estudo é respeitável e que a descoberta é “importante” porque são raros os vestígios deste período crítico, mas sublinhou que é prematuro afirmar que têm origem humana. Na sua opinião, os dentes são indicadores pouco fiáveis e as análises de restos de crânios permitiriam identificar com mais certeza a espécie encontrada na gruta de Qesem.

“Com base nas provas que apresentaram, é uma possibilidade ténue e francamente remota”, disse Mellars, que considera que estes vestígios estão provavelmente relacionados com os Neandertais. No artigo, a equipa liderada por Avi Gopher afirma que os dentes não têm características Neandertais, apesar de alguns traços sugerirem afinidades com membros da linhagem evolutiva daquela espécie. No entanto, têm mais semelhança com os vestígios dentários encontrados em Qafzeh.

A equipa examinou os dentes com raios X e TAC, datando-os de acordo com os estratos de terra onde foram encontrados. Avi Gopher sublinhou que é necessário aprofundar a investigação para confirmar a hipótese. Se se confirmar que estes vestígios estão relacionados com os antepassados do homem moderno, pode significar que este surgiu naquela zona geográfica e não em África, tendo assim de se fazer uma revisão da história das origens do Homem.
Noticia de Ciência Hoje

Grupo de hominídeos até agora desconhecido conviveu com Neandertais e Sapiens “Denisovanos” habitaram a Ásia há 30 mil anos



2010-12-23

O fragmento de um dedo e o dente encontrados na gruta de Denisova, na Sibéria, em 2008, pertencem a um tipo de hominídeo desconhecido até agora. São estas as conclusões dos investigadores do Instituto alemão Max Planck, depois de terem sequenciado o DNA nuclear do dedo.

Esta linhagem denisovana viveu há 30 mil anos, partilhando o planeta com outros humanos: nós – os Sapiens sapiens –, os Neandertais e o homo florensis, da Indonésia. O estudo está publicado na revista «Nature». Devido à escassez de fósseis, os cientistas preferem não denominar este achado como o de uma nova espécie, antes de um novo “grupo” de humanos.
Depois de comparar o genoma com os dos Neandertais – que foi também sequenciado este ano – e com o dos humanos actuais da Europa, África e Ásia, os investigadores chegaram à conclusão de que se tratava de facto de um hominídeo desconhecido. Outra surpresa foi perceber que parte do seu DNA (menos de três por cento) está presente em populações da Melanésia.

A paleogenética revelou que estes hominídeos são mais parecidos com os Neandertais do que connosco, o que significa que descendem dos mesmos antepassados, que se dividiram em dois ramos há 600 mil anos. Antes, há 800 mil anos, o tronco comum tinha-se dividido em dois ramos, aquele e o que deu origem à nossa espécie.

O dente molar que se encontrou na gruta confirma que a morfologia destes seres é muito mais primitiva do que a nossa. Os dentes são semelhantes aos do homo erectus, outro hominídeo que faz parte da árvore evolutiva humana (de há 1,8 milhões de anos).

Os cientistas pensam que o grupo “denisovano” se dispersou amplamente pela Ásia, enquanto os Neandertais se espalhavam pela Eurásia. Isto até os humanos modernos terem saído de África. A extinção daqueles dois grupos terá acontecido mais ou menos ao mesmo tempo e pouco depois da chegada dos sapiens sapiens.

Richard Green, da Unviersidade da Califórnia e um dos autores do estudo, afirma que a história da evolução humana é muito mais complexa do que se pensava há uns anos: “Percebemos agora que existem linhagens entrelaçadas com mais jogadores e interacções que conhecíamos”.

Artigo: Genetic history of an archaic hominin group from Denisova Cave in Siberia
noticia de Ciência Hoje

Neandertais canibalizados encontrados em Espanha

Fósseis pertenciam todos à mesma família
2010-12-22


Arqueólogos descobriram fósseis de uma família de 12 neandertais mortos há 49 mil anos numa caverna da região das Astúrias, no norte da Espanha, revela um estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Segundo os investigadores, as marcas nos ossos mostram sinais de actividade canibal, indicando que os indivíduos encontrados foram comidos por outros neandertais. Apesar de os fragmentos de ossos de seis adultos e seis crianças terem sido encontrados dentro da caverna, os arqueólogos acreditam que viviam e foram mortos na superfície, mas que teriam sido envolvidos pela caverna após um desabamento.

"Todos mostram sinais de canibalismo. Têm marcas de cortes em vários ossos, incluindo os crânios e as mandíbulas", disse o arqueólogo Carles Lalueza-Fox, do Instituto de Biologia Evolucionária de Barcelona, que coordenou o estudo.

A conclusão de que o grupo era uma família vem da análise do ADN mitocondrial, o material genético encontrado nas células animais passado pela linhagem feminina. Os dados genéticos sugerem que, enquanto os três adultos do sexo masculino no grupo tinham a mesma linhagem materna, as três mulheres do grupo tinham origens maternas diferentes.

De acordo com os arqueólogos, isso mostraria que, pelo menos nesta família de neandertais, as mulheres vieram de fora do grupo e que os homens permaneceram no seio familiar ao chegar à idade adulta.
Noticia de Ciência Hoje

Sopa com 2400 anos encontrada na China

Descoberta útil para estudar costumes alimentares dos Reinos Combatentes
2010-12-13
Sopa encontrada continha ossos
Sopa encontrada continha ossos

Arqueólogos chineses encontraram sopa com 2400 anos dentro de um recipiente de bronze descoberto num túmulo que pertence à primeira capital da civilização chinesa, Xian, no noroeste do país.

Este túmulo data do período dos Reinos Combatentes (475-221 a.C.) e foi encontrado por uma equipa do Instituto Arqueológico da província de Shaanxi, no local onde está a ser construída a segunda fase do aeroporto de Xianyang. Os investigadores acreditam que o ocupante do túmulo era um alto funcionário ou um familiar do rei, já que se encontra localizado a 300 metros do mausoléu real.

"Esta é a primeira vez na história arqueológica chinesa que encontramos uma sopa que contém ossos", assinalou Liu Daiyun, arqueólogo chefe da jazida, acrescentando que "esta descoberta será particularmente útil para estudar os costumes alimentares dos Reinos Combatentes".

O mesmo explicou que foram encontrados mais recipientes. O que continha a sopa de ossos de animal tinha três patas, enquanto outro continha um líquido sem cheiro que pode ser um tipo de vinho antigo. Estes conteúdos vão ser examinados para determinar a que tipo de animal pertencem os ossos e a composição do líquido.

Noutro túmulo, a equipa descobriu ainda recipientes similares, mas partidos e com restos de costelas de vaca.
Notícia de Ciência Hoje

Google "viaja" pelo corpo humano



Aplicação ainda está em fase de testes
2010-12-20

Aplicação decompõe corpo humano por várias camadas
Aplicação decompõe corpo humano por várias camadas
Depois de possibilitar a “exploração” do planeta Terra, a Google lançou uma aplicação que permite conhecer o corpo humano de lés a lés.

"O Body Browser é um modelo do corpo humano em 3D. O utilizador pode ir despindo as diferentes camadas anatómicas, aplicar zoom e navegar nas zonas que queira", explicou um dos representantes da empresa no lançamento do produto.

A aplicação, que ainda se encontra em fase de testes, pelo que a navegação é limitada, foi desenvolvida pelo Google Labs, uma área da empresa dedicada à criação de aplicativos e programas experimentais.

Para além de poder satisfazer a curiosidade dos cibernautas, esta ferramenta interactiva desempenha um papel educacional junto de estudantes das áreas de biologia ou medicina. Os utilizadores dispõem de um sistema de busca personalizada, onde podem pesquisar por qualquer elemento do corpo humano, como um músculo, osso, artéria ou qualquer órgão, dando-se início à “viagem”. Podem também clicar no avatar que surge ao abrir a página da aplicação e “partir à descoberta” através dos botões que controlam a rotação e o zoom ou do rato.

Actualmente, a aplicação só disponibiliza a representação da anatomia feminina. No entanto, já foi anunciado o lançamento de um avatar masculino, uma vez que os dois sexos diferem em vários aspectos anatómicos. Outras inovações também estão previstas.

Esta ferramenta, devido à elevada tecnologia nela aplicada, só é acessível em softwares que suportem o padrão WebGI, pelo que, por enquanto, os únicos navegadores aptos à tarefa de rodar esta aplicação são as últimas versões beta do Google Chrome e do Mozilla Firefox.
Notícia de Ciência Hoje

Geneticistas fazem novos avanços e completam base de dados mundial do genoma

Recentes análises aos genomas de uma minhoca e de uma mosca permitiram acumular novos dados que irão facilitar a compreensão do funcionamento do DNA. Quatro artigos publicados simultaneamente nas revistas «Science» e «Nature», sobre estudos que envolveram centenas de investigadores do consórcio modENCODE, desvendam informações incalculáveis sobre as duas espécies – o C. elegans (minhoca) e a D. melanogaster (mosca). Pela primeira vez, os geneticistas do mundo todo dispõem agora de uma espécie de "Pedra da Roseta" do genoma.
O material genético destes dois modelos animais já tinha sido sequenciado em 1998 e 2004, respectivamente, mas o funcionamento dos organismos permanecia desconhecido. Agora, com a utilização de tecnologia de ponta já foi possível identificar uma série de mecanismos.

O código genético é difícil de decifrar. Aliás, até o ano 2000 pensava-se que o DNA era apenas constituído por genes que codificavam a síntese de uma molécula e, tendo em conta este critério, apenas 1,5 por cento do Ácido DesoxirriboNucleico teria utilidade. Contudo, os investigadores foram percebendo que havia uma parte que desempenhava um papel chave – a “matéria negra do genoma”, cinco por cento de DNA humano.

A geometria da cadeia de DNA, chamada de cromatina e onde se enrolam proteínas no caroço das células, tem igualmente um papel importante na expressão dos genes. Aqui, o objectivo do modENCODE era conseguir explicar a função dos dois elementos: matéria negra e cromatina.

Agora, resta à equipa internacional reutilizar estas informações para decifrar o genoma humano, que é dez vezes mais longo e complexo. O objectivo ultimo será predizer a forma, o desenvolvimento, o tamanho e o funcionamento completo de um organismo tendo como base única o seu DNA – os cientistas ainda não sabem se será possível um dia, mas num futuro próximo já conseguirão “determinar que genes podem ser activados, em que condições e com que efeitos”, olhando apenas para o código genético.
Notícia de Ciência Hoje

sábado, dezembro 25, 2010

Museo de la evolución humana

http://www.museoevolucionhumana.com/



Description: Cómo llegar al museo a visita por planta, de manera individual, contiene una exposicion propia en si misma.




El proyecto de paisajismo interior recerea una escenografia de la sierra de Atapuerca. En la parte superior de las pastilla se crea una reproducción fiel de la sierra.

La planta -1 se concibe como el corazón del museo. Un único espacio expositivo en el que ubicar el complejo arqueológico-paleontológico del Yacimiento de la Sierra de Atapuerca. El visitante puede encontrar una reproducción de la Sima de los Huesos como un módelo tridimensional y didáctico. En el interior de la primera pastilla se ubica el Homo antecesor y los yacimentos de Gran Dolina y Sima del Elefante.

La planta 0 está dedicada a la Teoría de la evolución de Darwin y la historia de la evolución Humana. En esta planta se encontrara la reproducción de la popa del famoso barco HMS BEAGLE. En esta planta el visitante puede encontrar las características exclusivas de los humanos entre las que se destaca el cerebro.

La planta 1 da respuesta, desde un punto de vista funcional, por qué somos tan iguales al cazador - recolector de hace 9000 años, y sin embargo, tan diferentes.El acceso a la planta de la cultura se realiza desde las rampas mecánicas.En esta planta se repasarn los diferentes hitos de la evolución de la cultura.

La planta 2, en esta planta se recrean los tres ecosistemas fundamentales de la evolución Humana:la selva, la sabana y la tundra-estepa de la última glaciación.



Museo de la evolución humana



Museo de la Evolución Humana

Paseo Sierra de Atapuerca, s/n

09002 - Burgos

info@museoevolucionhumana.com

+34 902 024 246