sábado, fevereiro 05, 2011

Una ley británica echa tierra sobre futuros hallazgos arqueológicos

Abril de 2008. El doctor Parker Pearson, de la universidad de Sheffield, Inglaterra, se pasea por la excavación que está teniendo lugar en el monumento de Stonehenge, donde pretenden descubrir por fin la razón por la que se erigieron las célebres piedras. Parker dirige el proyecto Riverside, que lleva estudiando Stonehenge y sus alrededores desde 2003. Poco imagina que los restos humanos que van a descubrir -unos 60 cuerpos- demostrarán que el lugar fue usado como cementerio desde el año 3.000 a.C., mucho antes de lo que se creía. Y aún menos que una ley de 2008 le obligará a enterrar esos hallazgos, a pesar de su importancia y de si han terminado de estudiarlos o no.

Los restos arqueológicos hallados en Stonehenge, así como los de otras casi 400 excavaciones, pueden perderse para la ciencia si dicha ley no es modificada, y podría paralizar efectivamente las investigaciones arqueológicas. Así lo han denunciado un grupo de 40 profesores de arqueología, en una carta dirigida al secretario de Justicia, Ken Clarke, y publicada hoy viernes por el diario The Guardian. La norma introducida por el Ministerio de Justicia en 2008 -una reinterpretación de la ley anterior- especifica que todos los restos humanos hallados en excavaciones de Inglaterra y Gales deben de enterrarse de nuevo pasados dos años, independientemente de su antigüedad. En la misiva, los firmantes denuncian que "esta exigencia es contraria a los principios fundamentales de la investigación arqueológica y científica". Entre los firmantes están Chris Stringer, director de Orígenes Humanos en el Museo de Historia Natural de Londres, y Helena Hamerow, directora de arqueología en la Universidad de Oxford.

Según los arqueólogos, la retención por un largo periodo de tiempo de cualquier resto humano hallado en una excavación es absolutamente esencial, regulado por pautas y ética profesionales, además de ser una práctica museística observada en muchas partes del mundo. "Los restos seleccionados son examinados durante siglos, al albur de los nuevos avances científicos". La no modificación de esta norma, afirman, podría desperdiciar futuros descubrimientos en excavaciones como la de Happisburg, en Norfolk, donde continúan los trabajos tras descubrirse herramientas de piedra hechas por el hombre y que datan de hace 950.000 años.

Hasta 2008, la ley permitía el estudio y observación de los restos seleccionados que tuvieran un suficiente interés arqueológico. Aunque el Ministerio de Justicia aseguró hace dos años a los arqueólogos que la medida era interina, nada se ha hecho hasta la fecha para modificar la norma. Para el doctor Parker Pearson, "hemos sido extremadamente pacientes, porque se nos hizo creer que el Ministerio iba a solucionar el problema. Pero creemos que no se puede esperar más". Los restos de docenas de excavaciones están bajo riesgo inmediato de tener que ser enterrados, incluyendo ocho cuerpos de la Edad de Bronce y de Hierro encontrados en Cambridgeshire, unos 50 esqueletos de Batwry, al sur de Yorkshire, y un destacado enterramiento masivo vikingo en Weymouth.

Notícia de El País

EVENTOS DO CIAS | Departamento de Ciências da Vida (Antropologia)



Temas actuais de investigação | Dia 7 de Fevereiro 2011 | 16h

Trabalho de campo num país em desenvolvimento: o caso da Guiné‐Bissau
...Vítor Rosado Marques
[Biologia Humana, Saúde e Sociedade]

Variabilidade genética associada à persistência de lactase em Portugal e em diversas populações Africanas
Sara Pires
[Genes, Populações e Doenças]

Os Taíno da Jamaica: contributo da pesquisa antropológica na recuperação do conhecimento de um povo extinto
Ana Luísa Santos
[Populações e Culturas do Passado]

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

FROM PRIMATE ARCHAEOLOGY TO HUMAN EVOLUTION

JIA 2011, *4th Archaeological Meeting for Early Career Researchers:
*[IV Jornadas de Jovens em Investigação Arqueológica]

CALL FOR PAPERS AND POSTERS FOR SESSION 8:
"FROM PRIMATE ARCHAEOLOGY TO HUMAN EVOLUTION"

The 4th Archaeological Meeting for Early Career Researchers will be held in Faro, in the South of Portugal on May 2011 (11th - 14th). This is a rare opportunity to be amongst early career researchers (participation restricted to non PhD´s), to discuss the latest state of the art of our fields of research, but also to initiate future collaborations or projects. We would like to invite early career researchers to submit oral or poster presentations in the broad topic of session 8.

Session Abstract: The prehistory of human origins and evolution can be portrayed as a shifting puzzle, remarkably fascinating, but far from completely solved. In the challenging goal of reconstructing our evolutionary past, recent fossil and archaeological discoveries, as well as the introduction of new tools of research, have played a major role. In the last decade, increasing interaction of inter-disciplinary studies has developed. The search for answers to some of the most complex questions concerning our evolution and material culture has been the main focus. Thus, Paleoanthropology, Genetics, Primatology, Archaeology, Ecology, Ethology, are linked and currently are being explored by young researchers, with innovative approaches. This session aims to promote the need for bridging different disciplines, in order to understand further Human Evolution, with a particular focus on the recent "Primate Archaeology" manifesto (Nature, 2009). Studies focusing on the elementary technology and material culture of non-human primates will serve as the bases to discuss the implications of using non-human primates as models to elucidate the earliest technologies in Africa.

Session Coordinator: Susana Carvalho (Leverhulme Centre for Human Evolutionary Studies, U. Cambridge, U.K; CIAS - Centre of Research in Anthropology and Health and GEEvH - Group of Studies in Human Evolution, U. Coimbra, Portugal).

Details for submission of presentations: (8-9) Oral and (3) poster presentations will be held in this session. Oral presentations are limited to 15 minutes (+ 5: discussion). If you wish to have either a poster or oral presentation considered for inclusion, you must submit an abstract to session8@jia2011.com (and to scr50@cam.ac.uk) before March 10th. Abstracts must not exceed 250 words of text, 4 key-words (max.) and should indicate the name, title, institutional affiliation, mailing and email address of all authors. Please consider the nature of the material you wish to present and on this basis decide whether a poster or oral presentation will be most effective.

Registration opens on Feb 1st; please go to www.jia2011.com for further information.

Many thanks,
Susana Carvalho

Avicultura: da Pré-História à Produção Industrial



Livro em: http://www.bookess.com/read/7063-avicultura-da-pre-historia-a-producao-industrial/

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Explosão vulcânica na origem da primeira extinção em massa

Há 250 milhões de anos, 95 por cento da vida marinha e 70 por cento da terrestre foi aniquilada naquela que é considerada a maior extinção em massa da Terra. Existem várias hipóteses para explicar o sucedido. Uma delas, a de uma erupção vulcânica massiva, está a ganhar força com os estudos mais recentes.

Uma equipa de investigadores do departamento de Ciências da Terra da Universidade de Calgary, Canadá, acredita ter encontrado as primeiras evidências para sustentar a hipótese. Camadas de cinza descobertas no lago Buchanan (no Árctico) sugerem erupções que terão queimado grandes volumes de carvão e produzido gigantescas nuvens de cinza que cobriram os oceanos. A investigação está publicada na revista «Nature Geoscience».
O investigador Steve Grasby, responsável pela investigação, acredita que esta pode ser a prova “irrefutável” para explicar a extinção durante o período Pérmico. A diferença entre esta extinção e a dos dinossauros – há 65 milhões de anos – é que é consensual a causa, pelo menos parcial, desta: o impacto de um meteorito de grandes dimensões.

Os investigadores tinham já sugerido que as erupções vulcânicas podem gerar gases que provocam efeito de estufa e, consequentemente, aquecimento global. Quando aconteceu esta extinção, o planeta tinha uma única parte de terra, o super-continente Pangeia, com uma grande variedade natural, desde desertos a florestas. Os vertebrados de quatro patas seriam cada vez mais numerosos, entre eles contavam-se os anfíbios primitivos, os primeiros répteis e dos sinápsidos, família que algum tempo depois incluiria os mamíferos.

A localização dos vulcões encontra-se agora no norte da Rússia, à volta da cidade siberiana Tura e também abarca Yakutsk, Norilsk e Irkutsk. Cobrem uma área de dois milhões de quilómetros quadrados. As nuvens de cinza dos vulcões viajaram até às regiões que são agora o Árctico canadiano, onde se encontraram as cinzas. É a primeira confirmação directa da existência de cinzas de carvão durante a extinção.

Artigo: Catastrophic dispersion of coal fly ash into oceans during the latest Permian extinction

Noticia de Ciência Hoje

Vida e obra de Darwin em exposição na Casa Anderson

A antiga casa de família dos escritores Sophia de Mello Breyner e Ruben A, no Porto, reabre terça-feira, dia 1 de Fevereiro, com a exposição «A Evolução de Darwin», sobre a vida e a obra do naturalista inglês Charles Darwin.

A inauguração da exposição, integrada no programa de comemorações do Centenário da Universidade do Porto, contará com a presença do tetraneto de Charles Darwin, Randal Keynes, que será distinguido com a medalha de Cidadão Honorário do «Porto Cidade da Ciência».
A mostra conta “a épica viagem de Charles Darwin a bordo do HMS Beagle e as principais provas captadas pelo cientista britânico”, explica a Reitoria da Universidade do Porto. Estas provas levaram Darwin a escrever «A Origem das Espécies», obra onde apresenta, pela primeira vez, a Teoria da Evolução, base de toda a Biologia moderna.

Ao longo dos dois pisos da Casa Andresen, “o visitante vai entrar numa longa viagem e compreender o mundo antes de Darwin, conhecer as transformações que o cientista provocou e perceber como surgiram as primeiras teorias com especial enfoque na volta ao mundo que protagonizou”.

Nesse percurso, o público vai poder observar os mais emblemáticos exemplos de adaptação das espécies captadas pelo cientista e retiradas do famoso arquipélago das Galápagos, onde Darwin passou grande parte da viagem.

Patente até 17 de Julho, a exposição é composta por materiais vindos de várias instituições de relevo como o American Museum of Natural History, o Real Jardín Botánico de Madrid, o Musée de Histoire Naturelle de Paris ou o Museu Nacional de História Natural, que contribuem para um espólio que tem como foco central o acervo cedido pela Fundação Calouste Gulbenkian.
A esta mostra junta-se ainda o vasto legado do Museu de História Natural da Universidade do Porto.

Para dinamizar a exposição, a Universidade do Porto criou um programa educativo dirigido a todas as escolas do ensino básico e secundário e, paralelamente a esta iniciativa, decorrerão semanalmente outras actividades, organizadas para um público de todas as idades, nas quais se incluem workshops, palestras, música, teatro e oficinas práticas.

Além de ficarem a conhecer esta colecção sobre a vida e obra de Charles Darwin, os visitantes terão também a oportunidade de passear pela renovada Casa Andresen, edifício histórico da cidade, onde durante vários anos funcionou o Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências, e o Jardim Botânico.

A inauguração desta exposição comissariada por José Feijó (Fundação Gulbenkian) e Nuno Ferrand (Universidade do Porto) tem lugar às 17h00. Estarão presente os ministros da Educação, Isabel Alçada, e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, os presidentes da Câmara do Porto, Rui Rio, e da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar, e do reitor da Universidade do Porto, Marques dos Santos.

Noticia de Ciência Hoje

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Workshop sobre o Specify 6.0

A ALT-Sociedade de História Natural e a Universidade do Kansas (EUA) organizam em Julho um Workshop que pretende ensinar profissionais que lidam com colecções biológicas e de História Natural sobre a instalação e funcionamento do Software Specify 6.0. O Projecto Specify Software foi desenvolvido pela Universidade do Kansas (Natural History Museum and Biodiversity Institute) e oferece a versão Specify 6.0 com aplicações destinadas para museus, processamento de gestão de dados de herbários e outras colecções biológicas ou de História Natural. Specify 6.0 lida com informações para informatizar amostras, gestão de coleçcões, rastreamento de amostras e operações de gestão de tecidos biológicos, e para a mobilização de dados de ocorrências de espécies para a Internet. Specify 6.0 funciona em computadores Windows, Mac OS X, Linux, é gratuito e de código aberto, com licenciamento.
Specify 6.0 tem uma interface intuitiva com formulários de dados que visam a racionalização de tarefas rotineiras durante a preparação e validação de informações sobre as coleções para a análise da pesquisa. Specify 6.0 tem inúmeras funcionalidades, incluindo suporte robusto para dados biológicos e outras áreas, cadernos de campo, arquivos anexos, GUIDs, locais de armazenamento hierarquizados, uploads de dados através do Workbench Specify e Excel, contratos de depósito, procedimentos de conservação, conteúdos do objeto da coleção, juntamente com numerosas funções adicionais. Specify 6.0 suporta o uso de aparelhos de gravação para diversos tipos de tratamento, tais como georreferenciação com GEOLocate, criação de etiquetas e impressão de relatórios; e importação e exportação de dados. Specify 6.0 opera com todos os acervos institucionais dentro de um único banco de dados para a administração simplificada.


Brevemente serão dados mais detalhes sobre este Workshop...estejam atent@s!
Mais informações ou dúvidas contactar o Departamento de Educação e Formação via email: educacao@alt-shn.org
ou em www.alt-shn.org.


Este curso vem no seguimento da estratégia adoptada pela ALT-Sociedade de História Natural no sentido de utilizar e difundir plataformas Open Source em ciência, tendo já posto em funcionamento o Projecto SIGAP (Sistema de Informação Geográfica Aplicada à Paleontologia) utilizando software SIG de código livre, com excelentes resultados.